Conheça nossos projetos

O contato com plantas funciona muito bem como terapia ocupacional porque a grande dificuldade, especialmente dos adictos, é não ter o que fazer. Quando se assume a responsabilidade de cuidar de uma planta, a pessoa se sente muito bem porque vê os resultados.

O fato de preparar o solo, semear, observar o crescimento, colher e consumir hortaliças e frutas frescas, saudáveis, sem adubos químicos e agrotóxicos, é uma experiência fantástica. Além disso, proporciona salutar exercício ao ar livre, atividade importante para prevenção de doenças. Além de produzir hortaliças para auto-abastecimento, a horta pode contribuir para integrar os objetivos do processo ensino-aprendizagem das pessoas, incentivando clientes e parceiros com relação à participação, à preservação ambiental e à mudança de hábitos e de atitudes relacionados à educação alimentar de todos envolvidos.

Medicina da Floresta

AGRICULTURA BIODINÂMICA FLORESTA LUZ

``A agricultura é o fundamento de toda cultura, ela tem algo a ver com todos``.

Floresta Luz teve coragem e  força de iniciativa de se colocar ao serviço dessa renovação da agricultura no Brasil.

A agricultura biodinâmica tem como conseqüência natural da renovação do manejo agrícola, preservarmos, em lugar de desperdiçá-los nossos recursos naturais, que são a herança de nossos filhos e cultivamos produção de alimentos realmente condignos ao ser humano.

     Esse impulso quer devolver à agricultura sua força original criadora e fomentadora cultural e social, força que ela perdeu no caminho da industrialização direcionada à monocultura e da criação em massa de animais fora do seu ambiente natural.

     O ponto central da Agricultura Biodinâmica é o ser humano que conclui a criação a partir de suas intenções espirituais baseadas numa verdadeira cognição da natureza. 

     Floresta Luz quer transformar  seu sítio em um organismo em si, concluso e maximamente diversificado; um organismo do qual a partir de si mesmo for capaz de produzir uma renovação. O sítio Floresta Luz deve ser elevado a uma espécie de individualidade agrícola”

     O fundamento para tal é a integração de todos os elementos ambientais agrícolas, tais como culturas do campo e da horta, pastos, fruticulturas e outras culturas permanentes, florestas, mananciais hídricas e várzeas etc.. Caso o organismo agrícola ordene-se em torno desses elementos, nasce uma fertilidade permanente e atinge-se a saúde do solo, das plantas, dos animais e dos seres humanos.

     O agricultura biodinâmica  Floresta Luz está empenhada em fazer somente aquilo pelo qual ela mesma pode responsabilizar-se, o que serve ao desenvolvimento duradouro da “individualidade agrícola”. Isso inclui o cultivo e a seleção das suas próprias sementes, como também a adaptação e a seleção própria de raças de animais. Além disso, significa uma orientação renovada na pesquisa, consultoria e formação de profissional,aprendemos, dentro do processo de trabalho, a ser um pesquisador, a participar e transmitir sua experiência a outros e a estabelecer dentro da empresa um local de formação profissional.

     Adubar na biodinâmica significa, portanto, aviventar ou vivificar o solo e não simplesmente fornecer nutrientes para as plantas. A grande preocupação que devemos ter é o que fazer para que isso aconteça. Nesse caso é possível abster-se de muito do que hoje em dia parece ser imprescindível. Na Agricultura Biodinâmica não se usam adubos nitrogenados minerais, pesticidas sintéticos, herbicidas, hormônios de crescimento, etc. A concepção do melhoramento biodinâmico dos cultivares ou das raças está em irrestrita oposição à tecnologia transgênica. A agricultura biodinâmica e a orgânica foram sempre muito criticadas porque funcionam apenas em pequenas áreas e nunca seriam capazes de alimentar a humanidade! Um aspecto importante a ser considerado é a melhoria da imagem dos produtores brasileiros, de uma maneira geral, pois conseguem conciliar o aumento da produção com a preservação ambiental.

     Quando a floresta está presente de modo natural em alguma região, podemos admitir que ela tem a sua utilidade para a agricultura circundante e para a vegetação herbácea e arbustiva à sua volta. Por isso deveríamos ter a noção de não exterminar a floresta em tais regiões, e sim cuidar bem dela.

     Toda vez que percebermos uma vegetação empobrecida, deveríamos concordar em não fazer todo tipo de experimento voltado meramente para a lavoura, mas em aumentar um pouco as áreas de floresta na proximidade. E quando notarmos as plantas crescendo exageradamente, sem força germinativa suficiente, deveríamos certamente diminuir as áreas florestadas. O dimensionamento da floresta simplesmente faz parte da atividade agrícola e precisa ser observado pelo lado espiritual, segundo toda a sua envergadura.

Referências:

http://www.sab.org.br/portal/agricultura-biodinamica/45-o-que-e-a-agricultura-biodinamica

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Florais Terapêuticos

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Óleos Vegetais / Seivas: Floresta Luz

Óleos vegetais estão em diversas receitas e dicas para uma vida mais saudável e sustentável. Mas você sabe o que são? Os óleos vegetais são gorduras extraídas das plantas. Apesar de outras partes, como raízes, galhos e folhas, poderem ser utilizadas na obtenção do óleo, a extração se dá quase que exclusivamente a partir das sementes.

Os óleos são formados por triglicerois (que é a união de três ácidos graxos a uma molécula de glicerol) e, devido à natureza química dos óleos vegetais ser quimicamente apolar, eles são insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos. Diversas fontes podem servir de matéria-prima para a extração dos óleos vegetais. Nos links abaixo você pode conferir os óleos vegetais mais comuns, seus benefícios e propriedades medicinais e cosméticas e na culinária. 

Modos de obtenção

Em escala industrial, destacam-se dois métodos para obtenção dos óleos vegetais: a prensagem e a extração por solvente, ou também em alguns casos, a combinação deles.

Os óleos vegetais podem proporcionar inúmeros benefícios e, dentre os aspectos mais relevantes, podemos citar:

Diminuem muito as chances de desenvolvimento de alergias e irritações;

Apresentam diversos benefícios relacionados à nutrição de pele e cabelos, pois podem transportar vitaminas lipossolúveis, tais como: A, D, E e K;

Auxiliam na hidratação por serem umectantes, emolientes e lubrificantes conferindo um aspecto suave, maleável e saudável à pele e cabelos;

Atuam na prevenção de lesões;

Participam dos diversos estágios de cicatrização da pele;

Podem exercer ação bactericida;

Aumentam a permeabilidade da membrana nas células, promovendo a sua proliferação;

São fontes de ácidos graxos essenciais, que não são produzidos pelo nosso organismo.

Não causam obstrução dos poros desde que puros, pois são absorvidos, não se acumulam, e não deixam um aspecto excessivamente oleoso ou pesado quando utilizados em doses e destinação corretas.

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Rapés Indíginas: Floresta Luz

A consagração do Rapé é realizada através do sopro pelas narinas. A Medicina pode ser auto aplicada com um instrumento conhecido como kuripe ou aplicada por outra pessoa com um tepi.

O rapé é feito de tabaco e outras ervas e cinzas de árvores. Uma vez misturado, moído é transformado em um pó fino e aromático. Ele é aspirado ou soprado pelas narinas. … A qualidade da composição destes ingredientes no seu preparo é de suma importância para o hábito de se consumir rapé

Porém seu aspecto mais interessante é o uso pelas tribos indígenas e pelos caboclos da floresta, que o utilizam para diversos fins, entre eles medicinais e cerimoniais.

“O uso crônico pode levar a lesões e irritação da mucosa nasal. O rapé também apresenta os mesmos malefícios do cigarro, ou seja, ele pode causar câncer. Existem estudos relacionando o uso do rapé e o câncer.”

O rapé pó, feito a partir de plantas milenares da Amazônia, cujo componente essencial é o tabaco, é uma medicina física e espiritual que ajuda a limpar a glândula pineal, uma parte do corpo que conecta o ser humano diretamente à energia.

A duração dos efeitos do rapé é relativamente curta, em média trinta minutos, enquanto a cocaína, depois de injetada ou usada por via intranasal, provoca efeitos com duração em torno de 20 a 45 minutos.

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Horta Orgânica

 A horta é essencial para a melhoria da qualidade de vida das famílias, é importante sob o ponto de vista nutricional, como forma de terapia ocupacional, na melhoria do hábito de consumo das pessoas, na economia das famílias e até na manutenção e/ou melhoria da saúde e prevenção de doenças. É importante lembrar que as vitaminas não se acumulam no organismo, por isso é necessário o consumo diário de hortaliças e frutas, o hábito de consumo de hortaliças pode ser desenvolvido através da educação e até por insistência. Quase sempre, a insistência no consumo proporciona bons resultados e pode inclusive levar as pessoas a não dispensarem mais as hortaliças e frutas durante as refeições e os lanches. O produto orgânico não é apenas um produto cultivado sem o uso de adubos químicos e agrotóxicos. É um produto limpo, saudável, que provém de um sistema de cultivo que observa as leis da natureza e todo o manejo agrícola está baseado no respeito ao meio ambiente e na preservação dos recursos naturais.

Pancs

¨Plantas Alimentícias Não Convencionais¨

Pancs é acrônimo para plantas alimentícias não convencionais. … As Pancs abrangem desde plantas nativas e pouco usuais até exóticas e silvestres com uso alimentício direto (na forma de fruto ou verdura) e indireto (amido, fécula ou óleo)São plantas de desenvolvimento espontâneo, facilmente encontradas no sítio Floresta Luz  e podem ser introduzidas na alimentação diária.

Também podem ser consideradas PANCs partes geralmente não consumidas de plantas comuns, como por exemplo a folha da batata-doce e o coração da bananeira.

Grande parte das PANCs são rústicas, ou seja, dificilmente são atacadas por pragas, necessitam de pouco cuidado e podem ser fertilizadas em locais não convencionais, como beira de estradas ou terrenos baldios.

Estima-se que, no Brasil, existam cerca de 10 mil plantas com potencial alimentício – entretanto, a maioria das plantas que consumimos são exóticas. É importante, assim, conhecer as PANCs e saber utilizá-las, preservando e valorizando as espécies nativas e, ao mesmo tempo, diversificando a alimentação.

Conheça nossos doces e geleias pancs…

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Galinheiro Floresta Luz

Avicultura : Floresta Luz

A agricultura natural, por outro lado, utiliza o conhecimento não discriminatório e o raciocínio dedutivo, os quais permitem compreender a natureza como uma “totalidade orgânica viva”, que não pode ser dividida e subdividida sem que sua unidade se perca. O sistema natural, então, é visto como uma comunidade organicamente entrelaçada de plantas, animais e microrganismos. Assim, essas inter-relações não devem ser compreendidas como “uma luta competitiva para o domínio e sobrevivência ou como cooperação e benefício mútuos”, mas como uma coisa só (FUKUOKA, 1995, p. 26)

Sob os conceitos da agricultura natural, a criação de aves ocorre em pasto aberto, onde as galinhas podem perambular sob os raios do sol, forrageando livremente e procurando elas mesmas por seu abrigo. Para a conveniência do homem, só haveria necessidade de uma pequena instalação para a postura.

Normalmente galinhas de vida livre gastam seu tempo dispersas, exceto para o banho de areia, quando elas se juntam. As galinhas mudam constantemente de atividade e exibem vários movimentos de cabeça e patas durante a alimentação. Correr, andar e espichar as asas e as patas são atividades muito comuns entre elas.

A presença do macho na criação é importante, pois ele atua na organização do harém e na prevenção de brigas. O comportamento de acasalamento sofre influência da luz, sendo que a maioria dos acasalamentos ocorre à tarde, geralmente entre 16 e 18 horas. Os machos poderão acasalar de uma até 53 vezes por dia. A retirada do macho, a remoção do choco e o confinamento total, peças chaves da criação moderna, levaram à ocorrência de comportamentos anômalos como, por exemplo, a bicada nas penas (KILGOUR; DALTON, 1984).

Raças: caipiras, “puras” e linhagens

As raças nativas, ou do local, que são chamadas caipiras, seriam as mais recomendadas, quando os aspectos de adaptação, resistência e qualidade dos produtos são considerados.

A luz exerce uma influência sobre a reprodução das aves. Nas fêmeas, está relacionada com a maturidade sexual e com a produção de ovos. O número de horas de luz diária (fotoperíodo) é variável conforme as estações do ano, determinando o comprimento dos dias. Assim, na avicultura industrial adota-se um programa de luz, visando minimizar os efeitos do fotoperíodo sobre as aves de postura. Na avicultura orgânica há restrições sobre o emprego da luz artificial nas instalações. Alguns organismos certificadores e legislações não fazem menção a esta prática. Outros, como a Comunidade Econômica Européia, estabelecem repouso mínimo de 8 horas

O cuidado com os ovos é essencial para o fornecimento de um produto de boa qualidade ALIMENTAÇÃO Há muito, os amantes da avicultura já pregavam que a liberdade e a abundância variada são as duas coisas mais essenciais às aves para promover a saúde, o crescimento e a beleza.

AS ORIGENS DA GALINHA DOMÉSTICA E SUA DIFUSÃO PELO MUNDO

 Ao nos propormos a criar aves empregando os princípios de uma agricultura ecológica, uma questão que se apresenta é de como se constituíram as bases que deram origem a esse pensamento, ou mais objetivamente, como experiências humanas com essa criação, que antecederam o padrão moderno da avicultura, poderiam apoiar nossa proposta em direção a uma outra forma de se pensar e fazer avicultura. Considerando que a avicultura industrial desenvolveu-se mais aceleradamente após a segunda metade do século XX, fica-nos a impressão de um imenso vácuo na história da criação de aves, sobretudo quando nas introduções dos livros e artigos de avicultura modernos toda essa experiência anterior é desprezada ou exibida sem importância. Parece, então, que a humanidade não desenvolveu nenhum conhecimento prévio válido e que o progresso técnico só foi possível sob os auspícios da revolução verde deste século. A própria construção do conhecimento agroecológico atual, inspirada nos conhecimentos da agricultura tradicional das civilizações antigas e em práticas orientais milenares, passa a ser vista como uma simples volta ao passado. O sucesso com a implantação das cooperativas avícolas e a entrada dos EUA para a I Guerra Mundial dissolveram a crise, trazendo prosperidade para a avicultura, que no ano de 1918 aproximou-se dos 400 a 500 milhões de ovos. A partir do fim da guerra, experimentou-se uma sucessão de crises na avicultura, sobretudo com a entrada de ovos da China no mercado. A taxação tarifária pelo governo contornou a situação, embora a raiz do problema estivesse na superprodução 5 e na elevação do custo do trabalho. As doenças também se tornaram um problema crítico, principalmente após o aumento do tamanho dos plantéis e o avanço do confinamento. Em 1924, a Peste Aviária foi a maior responsável pelas perdas por doenças. As perdas por morte, que antes giravam em torno de 5 a 6%, passaram para 20%, sendo que também afugentaram os consumidores (SMITH; DANIEL, 2000).

Elas não são barulhentas nem se debatem violentamente quando apanhadas; embora seu sistema nervoso seja ativo e sensível, elas ficam sob controle. Estas galinhas são comilonas, e trabalhadoras incansáveis e, como resultado, são encontradas normalmente fora dos poleiros, à noite, pois elas são as últimas a ir descansar e as primeiras que descem atrás do alimento pela manhã. Elas são os exemplares da ética protestante nas galinhas (grifos meus) [Hurd (1928) apud Smith e Daniel (2000), tradução da autora].

O emprego da iluminação artificial trouxe, contudo, mais problemas do que simples questões morais. Ela forçou a produção, enfraquecendo as galinhas. Algumas vezes, trouxe a muda prematura ou tornou-as susceptíveis às doenças. Segundo Smith e Daniel (2000), sobretudo do ponto de vista das galinhas, a iluminação artificial conduziuas inevitavelmente ao confinamento, em instalações sem janelas, onde a luz poderia ser controlada completamente. Insumos naturais, como ar puro, sol, pasto, insetos e minhocas, foram substituídos por elementos industriais e artificiais. Com o confinamento, apareceu o canibalismo, resultando na incorporação da prática da debicagem. Aos poucos, os princípios morais que regiam a criação foram sendo revistos, e a galinha foi perdendo seu status de símbolo para a sociedade, tornando-se apenas um dos componentes do sistema industrial. 

Uma vez que a galinha ficava sentada ou parada o dia todo, com seu bico mutilado, normalmente numa pequena gaiola com outras cinco companheiras, seu apetite já não era tão bom como 46 se ela estivesse livre para correr em um cercado ou, mais amplamente, pelos campos e quintais; por isso, a incorporação de aditivos químicos à ração para estimular o apetite veio como uma conseqüência dessa nova condição das aves (SMITH; DANIEL, 2000, p. 280, tradução da autora).

Farmácias Medicinais: Floresta Luz

UNIDADE: Fazenda Sta. Maria

Plantas medicinais em Floresta Luz: Conheça o Projeto

 

ATIVIDADE PRÁTICA

PESQUISA COM CLIENTES:

A implantação da horta orgânica de ervas medicinais teve como objetivo a inclusão social de ex-viciados, ex- infratores e clientes ao permitir acesso a tratamento de doenças por meio da fitoterapia. Inicialmente, houve a escolha das espécies, a obtenção de mudas e a instalação da horta. As 80 espécies selecionadas, sob manejo agroecológico, eram indicadas como terapêuticas aos 25 principais problemas de saúde levantados na pesquisa junto aos clientes da Floresta Luz. Os clientes, amigos e parceiros foram a base de todo projeto desde o início, forneceu matrizes e colheu as ervas medicinais. O processamento pós-colheita, o preparo de fitoterápicos e a dispensação dos fitoterápicos ocorre nas dependências do Sítio Floresta Luz. 

            As formas fitoterápicas disponibilizadas são de uso interno (erva seca, tintura, xarope) e tópico (creme, gel, pomada), sendo as mais procuradas: gel, tintura e xarope. O sucesso do projeto se refletiu no aumento do número de espécies utilizadas, passando de 80 espécies  para 120 espécies no mesmo ano, dentre elas: alecrim de jardim (Rosmarinus officinalis), alfavaca (Ocimum basilicum), amora (Morus alba), arnica brasileira (Solidago microglossa), calêndula (Calendula officinalis), camomila (Matricaria chamomilla), capim gordura (Melinis minutiflora), cavalinha (Equisetum arvense), chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus) e espinheira santa (Maytenus aquifolium). A produção orgânica de ervas medicinais permitiu a inclusão social de pessoas carentes através de 128 atendimentos entre 2017 e 2020.

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Caminhadas Floresta Luz

Benefícios da caminhada para o corpo e a mente

  • Deixa o pulmão mais eficiente. O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. 
  • Combate a osteoporose. 
  • Afasta a depressão. 
  • Aumenta a sensação de bem-estar. 
  • Deixa o cérebro mais saudável. 
  • Diminui a sonolência. 
  • Mantém o peso em equilíbrio e emagrece.
  • Controla a vontade de comer.

1. Diminui o inchaço

A caminhada ajuda a diminuir o inchaço das pernas e do tornozelo, pois favorece a circulação sanguínea e diminui a retenção de líquidos. No entanto, para que o inchaço seja combatido, é importante que a pessoa beba bastante líquidos durante o dia, tenha uma alimentação saudável e pratique a caminhada de forma regular por pelo menos 30 minutos.

 

2. Previne doenças

As caminhadas regulares ajudam a prevenir algumas doenças, principalmente doenças cardiovasculares, como aterosclerose e hipertensão, obesidade, diabetes do tipo 2 e osteoporose. Isso porque os vários músculos são trabalhados durante a atividade física, gerando maior gasto energético, além de promover melhora da circulação sanguínea.

A caminhada também promove a integridade das veias e artérias, diminuindo a chance de haver deposição de gordura na parede dos vasos, evitando, assim, a aterosclerose, além de melhorar a capacidade cardiorrespiratória. Além disso, a caminhada é eficaz na prevenção da osteoporose porque promove aumento da densidade óssea, evitando que ocorra desgaste ao longo do tempo.

3. Fortalece os músculos

O fortalecimento muscular acontece porque com a prática regular de exercício, os músculos começam a captar mais oxigênio, aumentando a sua eficiência. Além disso, como a caminhada é um exercício aeróbico, há o envolvimento de um grupo de músculos, que precisam atuar em conjunto, o que resulta no fortalecimento.

5. Promove o relaxamento

O relaxamento promovido pela caminhada é devido à liberação de hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar, principalmente a endorfina e serotonina, durante a atividade física. Esses hormônios atuam diretamente nas células nervosas, podendo combater alterações psicológicas como ansiedade e estresse, além de também conseguir promover o relaxamento dos músculos da nuca e dos ombros, já que essa tensão pode estar relacionada ao estresse

Como emagrecer com a caminhada

A caminhada pode ser feita em qualquer idade e em qualquer lugar, como na academia, na praia ou na rua, por exemplo. Para que a caminhada seja saudável e queime calorias é importante andar rápido, mantendo a velocidade, de forma que a respiração acelere e não seja possível conversar facilmente. Além disso, é recomendado contrair os músculos da barriga simultaneamente, de forma a manter a postura correta e balançar os braços vigorosamente, já que este gesto ajuda a melhorar a circulação sanguínea.

Se for feita diariamente, a caminhada vai contribuir para o emagrecimento e para a perda da barriga, podendo-se queimar até cerca de 400 calorias por hora e aproximadamente 2,5 cm de barriga por mês. Além disso, quando feita num local tranquilo e com boa paisagem pode ser um ótimo tratamento para controlar o estresse.

Cuidados importantes durante a caminhada

É importante ter alguns cuidados durante a caminhada para que não aconteçam lesões ou situações que podem comprometer o bem-estar da pessoa, sendo recomendado:

  • Utilizar calçado confortável e roupas leves;
  • Beber 250 mL de água por cada hora de caminhada;
  • Utilizar filtro solar, óculos escuros e chapéu ou boné para se proteger do sol;
  • Evitar horários mais quentes, como entre as 11h e as 16h e ruas muito movimentadas;
  • Fazer exercícios de alongamento antes e depois da caminhada, como alongar as pernas e os braços, 
  • para ativar a circulação e prevenir as cãibras

CAMINHADA PARA APARECIDA

São aproximadamente 125 km atravessando a Serra da Mantiqueira por estradas vicinais de terra, trilhas, bosques, pastagens e asfalto .

Objetivo 

Proporcionar às pessoas:

– momentos de reflexão e fé.

– saúde física e psicológica através do exercício da caminhada.

– integração do homem com a natureza.

História 

O Caminho da Fé (Brasil), inspirado no milenar Caminho de Santiago de Compostela (Espanha), foi criado para dar estrutura às pessoas que sempre fizeram peregrinação ao Santuário Nacional de Aparecida, oferecendo-lhes os necessários pontos de apoio.

Em seu caminhar, seguindo sempre as sinalizações do grupo, o peregrino vai reforçando sua fé observando a natureza privilegiada, superando as dificuldades do Caminho que é a síntese da própria vida. Aprende que o pouco que necessita cabe na mochila e vai despojando-se do supérfluo.

Exercitando a capacidade de ser humilde, compreenderá a simplicidade das pousadas e das refeições. Em cada parada, estará contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das pequenas cidades e propiciando a integração cultural de seus habitantes com a dos peregrinos de diferentes partes do mundo.

Floresta Luz teve seu primeiro trajeto em 2021

INFORMAÇÕES 

O trajeto todo é sinalizado  placas em postes, mourões e cercas, pedras, muros, pistas, placas.

– menor de 18 anos somente acompanhado pelos pais ou com autorização da Secretária da igreja.

– duração da jornada, de 3  dias, caminhando entre 25 e 35km/dia.

RECOMENDAÇÕES

-Resistência física para enfrentar aclives e declives.

– Seguir as sinalizações ao longo de todo trajeto.

– Recomenda-se não caminhar sozinho, pois todos estamos sujeitos a imprevistos.

– Não jogar lixo ao longo do Caminho. Porte sempre uma “sacolinha” plástica.

 

 

Caminhada para Pedra do Pião

Mais informações em breve.

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Reinado: Floresta Luz
CHACRONA * RAINHA * OASCA. Psychotria viridis é um arbusto da família Rubiaceae. Ingrediente na preparação da bebida enteógena sacramental Ayahuasca, é utilizada nos cultos do Santo Daime, União do Vegetal, Cexab , Natureza Divina e outros rituais xamânicos.

O Reinado Floresta Luz, contribui também para a nossa qualidade de vida e das gerações futuras. Psychotria viridis exercem um importante papel em nosso dia a dia e trazem diversos benefícios à saúde, pois aumentam a qualidade do ar e regulam a temperatura do ambiente, além de nos fornecer sombra e cura espiritual e física..

Floresta Luz desenvolve um extenso trabalho de preservação ambiental e reflorestamento, realizando o plantio de mudas de Psychotria viridis. Que tal aprender a cultivar sua própria planta, e contribuir para o meio ambiente?

Ao escolher sua muda de psychotria viridis, leve em consideração o local em que será plantada, pois a espécie necessita de cuidados específicos quanto à luminosidade, umidade e espaço. Deixe uma distância de aproximadamente 3 metros entre uma muda e outra, permitindo seu crescimento de maneira correta.

planta professora Chacrona ou Rainha. É dito que esta planta é quem possuí a Luz e, por sua vez, proporciona a Miração. Em termos químicos, seria a portadora do DMT – Dimetiltriptamina, alcalóide responsável pelas visões que a Ayahuasca produz em quem a ingere. Particularmente, acho que se prender ao aspecto químico em detrimento do aspecto psico-místico-espiritual é algo estúpido. Reduzir a experiência e o aprendizado que estas plantas professoras nos proporcionam em termos químicos é pequeno demais. Esta discussão fica para outro momento.

Voltando ao manejo e plantio da espécie, tenho tido muitos aprendizados a respeito. Primeiro, por ser uma espécie muito, mas muito difícil de cultivar fora das condições climáticas adequadas e originais da planta. Segundo, por ser uma espécie vegetal muito bela e com uma energia diferente. Quando estou próximo das minhas Rainhas, seja das plantas que estão crescendo, seja fazendo mudinhas, me sinto realmente muito bem. É algo difícil de objetivar em palavras, mas é uma experiência única e que me traz muita satisfação, paz e alegria.

A Chacrona ou Rainha é uma arbustiva da família do Café, portanto uma Rubiácea. Inclusive, as semelhanças físicas de ambas as plantas são bem notáveis. Na tradição Daimista, esta planta professora é conhecida como Rainha, a contraparte feminina da bebida Daime ou Ayahuasca, é a Luz. O Cipó é a contraparte masculina, a Força. Já o nome Chacrona ou Chacruna, denominação mais comum na UDV, vem do Quéchua “chaqruy” e quer dizer “mistura” ou “mescla”, ou seja, o ingrediente adicionado ao chá. Uma das espécies, a mais utilizada na tradição Daimista, é a Psychotria viridis, popularmente conhecida com Rainha Cabocla. Já na UDV, a Chacrona mais utilizada é a Psychotria Alba, conhecida como Chacrona Branca. Existem inúmeras outras variedades da espécie e não sei se todas possuem as propriedades necessárias para a produção do Daime/Ayahuasca. Eu, particularmente, somente cultivo as duas citadas. Caso queiram aprofundar o estudo das variedades, consultem: 

http://florabrasiliensis.cria.org.br/search?taxon_id=11346

http://www.uniprot.org/taxonomy/25443

http://en.wikipedia.org/wiki/Psychotria

http://www.itis.gov/servlet/SingleRpt/SingleRpt?search_topic=TSN&search_value=35090

http://apps.kew.org/wcsp/qsearch.do

A utilização de plantas psicoativas teve início entre as civilizações mais antigas que buscavam conhecimento e cura através do contato com o mundo espiritual promovido por estes vegetais. A ayahuasca é um chá obtido, geralmente, através da cocção de duas espécies vegetais endêmicas da floresta amazônica: um cipó da família Malpighiaceae, Banisteriopsis caapi (Griseb. in Mart.) 

No Brasil o contato das populações não-indígenas com a ayahuasca resultou em religiões que fazem uso do chá em seus rituais regulamentados através da resolução nº 4 do CONAD (atual Secretaria Nacional Anti-Drogas) de 4 de Novembro de 2004, estes grupos possuem adeptos em vários estados brasileiros e no exterior. Nos últimos anos, registrou-se um aumento significativo no consumo da ayahuasca em diversas regiões do Brasil, mostrando a necessidade de elaborar um plano de cultivo das espécies empregadas no chá fora da região amazônica, local onde ocorre atualmente um alto índice de extrativismo. 

Floresta Luz pretendemos estudar somente as duas espécies utilizadas no preparo da ayahuasca: o cipó Banisteriopsis caapi, e o arbusto Psychotria viridis.

Nome científico: Banisteriopsis caapi (Griseb. in Mart.) C. V. Morton

  • Nomes populares: Jagube, Mariri, Cabi, Caupurí, Uni
  • Ocorrência: Em toda a floresta amazônica (Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Bolívia)
  • Descrição: Liana da família Malpighiaceae, com morfologia caulinar diferenciada em duas variedades, onde a variedade caupurí apresenta os nós bem mais evidenciados que a variedade tucunacá.

A FARMACOLOGIA DA AYAHUASCA

O início das pesquisas sobre os princípios ativos existentes nas espécies utilizadas na ayahuasca foi marcado por muitas confusões, onde a utilização de material botânico não confiável trouxe resultados de caráter duvidoso, Perrot e Hamet (1927) citam que um alcalóide denominado telepatina foi isolado em 1905 de um material botânico chamado de “yagé” por Zerda Bayón, em 1923, o químico colombiano Fischer Cardenas isolou novamente um alcalóide o chamou de telepatina, em 1925 Barriga-Villalba e Albarrancin isolaram um alcalóide e denominaram iageína, proposto também por Michaelis e Clinquart em 1926. (MCKENNA, 1998b).

Em 1928 Lewin isolou do cipó Banisteriopsis caapi um alcalóide denominado banisterina que se mostrou idêntico a harmina, previamente isolada pelo químico Fritsch em 1847 a partir das sementes da Peganum harmala (MCKENNA, 1998b). Os químicos Chen e Chen (1939) isolaram a harmina dos galhos, raízes e folhas do Banisteriopsis caapi previamente identificado pelo Chicago Field Museum e Hochstein & Paradies (1957) isolaram a harmina, a harmalina e a tetrahidroharmina de um material confiável coletado no Peru.

Mckenna e outros (1984) confirmaram a atividade oral da ayahuasca, com a DMT sendo seu principal componente ativo, encontrado nas folhas da Psychotria viridis, tornando-se, oralmente, através da atividade inibidora da monoaminoxidase (IMAO) promovida pelas beta-carbolinas presentes no cipó Banisteriopsis caapi.

Na década de 1980 surgiram as primeiras contribuições do antropólogo Luis Eduardo Luna que trabalhou com ayahuasqueiros do Peru e criou o conceito de “plantas mestres” na tentativa de demonstrar a visão que os ayahusqueiros tem das espécies vegetais que compõe a bebida. Em 1986, Luna, Mckenna e Towers publicaram o primeiro artigo citando a variedade das espécies vegetais empreendidas na bebida sugerindo uma posterior investigação farmacobotânica como fonte de novos agentes terapêuticos. (MCKENNA et al ,1995 apud METZNER, 2002).

A União do Vegetal (UDV) em 1991 através do Departamento Médico Científico (DEMEC) realizou o 1º Congresso em Saúde, convidando diversos pesquisadores brasileiros e estrangeiros entre eles Dennis Mckenna e Luis Eduardo Luna. Nesta mesma época, o COFEN, atual SENAD (Secretaria Nacional Anti Drogas) estava formando uma comitiva para reavaliar a legalidade da ayahuasca no Brasil e isso aumentou a necessidade de pesquisas médicas sobre a segurança do uso prolongado do chá, efeitos adversos e síndrome de abstinência. Mckenna convidou uma equipe internacional de pesquisadores de diversas instituições: UCLA, Universidade de Miami, Universidade de Kuopio (Finlândia), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de Campinas e Hospital Amazônico de Manaus para participarem do “Projeto Hoasca” onde realizariam testes médicos, fisiológicos e psicológicos em voluntários do núcleo de Manaus da UDV. 

Em 1993, iniciou-se o Projeto Hoasca, que realizou uma avaliação biomédica em usuários de ayahuasca, mostrando seus efeitos clínicos e sua psicofarmacologia. Esse estudo provou que o uso da bebida por um longo prazo não apresenta nenhuma toxidade. Entre os resultados encontrados, podemos citar: inexistência de distúrbios psiquiátricos como abstinência, tolerância e abuso; maior poder de concentração entre os usuários; aumento dos receptores de serotonina entre os indivíduos que utilizavam o chá há mais de 10 anos, indicando um possível potencial anti-depressivo da bebida; após 6h os níveis de DMT não foram detectados e após 8h não foi detectado nenhum alcalóide no plasma; o hormônio do crescimento (GH) e a prolactina apresentaram um aumento após 90 e 120 minutos de ingestão do chá e voltaram a homeostase após 6h. (GROB et al, 1996; CALLAWAY et al., 1999; MACKENNA et al., 1998; ANDRADE et al., 2004)

Jordi Riba (2004) realizou um estudo sobre a farmacologia da ayahuasca em usuários sadios, que, após a ingestão da bebida, passaram por uma série de avaliações médicas. Entre os resultados encontrados podemos citar: a ayahuasca produziu efeito dose-dependente em 5 das 6 escalas da HRS (Hallucinogen Rating Scale), onde os primeiros efeitos foram evidenciados entre 30min e 60min com pico entre 60min a 120 min, desaparecendo pós 240min; a atividade inibidora da monoaminoxidase das beta-carbolinas, possivelmente, aumentou os níveis de catecolaminas; através de eletroencefalografia foram constatadas ações pró- serotoninérgicas e pró-dopaminpergicas evidenciando os receptores 5-HT2 e D2 na produção dos efeitos da ayahuasca; e pela tomografia eletromagnética observou-se que as doses utilizadas no experimento não induziram sintomas psicóticos ou perda de consciência (RIBA, 2004).

A fisiologia da ayahuasca

A serotonina é um neurotransmissor conhecido quimicamente como 5- hidroxitriptamina (5-HT) e é produzida no cérebro e no trato gastrointestinal a partir do aminoácido L-triptofano. É a responsável por algumas funções do comportamento como planejar e muitas outras relacionadas com o tempo. (CALAWAY apud METZNER, 2002).

Os neurotransmissores utilizam diversas vias metabólicas para sua desativação. Entretanto, a serotonina é inteiramente dependente da atividade de uma enzima conhecida por monoaminoxidase (MAO) para sua desativação, que, através de uma reação de oxidação converte maior parte da serotonina em ácido 5- hidroxindoleacético (5-HIAA). A inibição da MAO provoca um aumento nos níveis serotoninérgicos do cérebro, pois a serotonina produzida não é inativada, ocorrendo um acúmulo e, posteriormente, uma hiperativação cerebral capaz de fornecer efeitos psicoativos. (CALAWAY apud METZNER, 2002).

Os níveis excessivos de serotonina podem causar náuseas e vômitos decorrentes da estimulação direta do nervo pneumogástrico e diarréia, caso a serotonina periférica do trato digestivo estimule a motilidade intestinal (CALAWAY & GROB, 1998; CALAWAY apud METZNER, 2002).

Além de sua função neurotransmissora, a serotonina é a precursora metabólica da melatonina, que é produzida durante a noite ou em estados meditativos (STRASSMAN, 2001). Pode servir também de precursora para diversas índoles endógenas tais como: a 5-metoxi-N-N-DMT (5-MeO-DMT), a 5-hidroxi-DMT ou bufotenina e por outra via metabólica a N-N-dimetiltriptamina (DMT) seguindo a formação da triptamina endógena. (CALAWAY apud METZNER, 2002).

A ayahuasca contém as beta-carbolinas provenientes do cipó Banisteriopsis caapi: harmina e tetrahidroharmina em maior quantidade e harmalina, harmalol, harmol e alcalóides correlatados em níveis menores. A harmina age inibindo, temporariamente, a monoaminoxidase (MAO), sendo a sua ação reversível. A harmalina também possui ação inibidora da monoaminoxidase (IMAO), sendo mais potente que a harmalina e encontrada em níveis bem menores na bebida. (UDENFRIEND et al., 1958 apud METZNER, 2002; BUCKHOLZ & BOGGAN, 1977 apud METZNER, 2002).

A DMT contida na ayahuasca é oralmente inativa devido à desaminação pela monoaminoxidase (MAO) intestinal e hepática (CAZENAVE, 2000). Entretanto, as beta-carbolinas provenientes do cipó Banisteriopsis caapi possuem a propriedade de inibir a MAO (ação reversível). A atividade psicotrópica da ayahuasca é decorrente da ação sinérgica das beta-carbolinas que inibem a MAO, ocorrendo, conseqüentemente, um aumento das catecolaminas, da serotonina e da concentração de DMT (CAZENAVE, 2000), que interagem com os receptores 5-HT2 de serotonina e D2 de dopamina (RIBA, 2004), aumentando as alterações psicotomiméticas (GROB et al, 1996). 

Aspectos terapêuticos da ayahuasca

É interessante destacar o fato de que tribos indígenas primitivas detinham o conhecimento e utilizavam fármacos de origem vegetal com ação inibidora da MAO, uma tecnologia recente para a farrmacologia principalmente na área de antidepressivos.

A primeira pesquisa medicinal com o extrato de Banisteriopsis caapi foi descrita pelo neurologista Kurt Beringer em 1928 como tratamento do parkinsonismo pós-encefálico (METZNER, 2002). Ao longo dos anos, diversas pesquisas foram realizadas visando avaliar o potencial terapêutico da ayahuasca, nas quais podemos citar os seguintes resultados: ação anti-tripanosomal contra o Trypanosoma lewisii (HOPP et al., 1976 apud MCKENNA et al., 1998) e Trypanosoma cruzii (RODRIGUEZ et al., 1982 apud POMILIO et al., 1999); Terapia para abuso de drogas (LABIGALINI, 1998; GROB et al., 1996; LABATE, 2004; MABIT, 2004; MCKENNA, 2004); recuperação de quadros de depressão e ansiedade fóbica e aumento da habilidade do indivíduo se adaptar psicologicamente (GROB et al., 1996).

Auxílio no tratamento de distúrbios psiquiátricos como: depressão, autismo, esquizofrenia, desordem de déficit de atenção por hiperatividade, demência senil (MCKENNA, 2004); Efeitos imunomodulatórios como remissões de cânceres (TOPPING, 1998; CHEN et al. 2005) e outras doenças, longevidade e vigor físico (MCKENNA, 2004).

Atualmente, a ayahuasca vem sido utilizada na recuperação de indivíduos com problemas de abuso de drogas. Um estudo realizado com ex-dependentes de álcool, que saíram do vício após o consumo da ayahuasca em um contexto religioso, mostrou que o uso do chá por esses indivíduos não apresenta contornos psicopatológicos de uma compulsão, sendo observado também uma melhora na qualidade de vida dos entrevistados (LABIGALINI,1998). O Dr. Jaques Mabbit mantém um centro de reabilitação de toxicomaníacos no Peru chamado Takiwasi, onde desenvolve pesquisas e trabalhos que valorizam os recursos humanos e naturais das medicinas tradicionais com o objetivo de encontrar uma forma terapêutica alternativa e de baixo custo na questão do abuso de drogas. No Brasil, existem diversos médicos e terapeutas que utilizam a ayahuasca em conjunto com seus tratamentos que, na maioria das vezes visa à reabilitação dos indivíduos com problemas de adicção. (LABATE, 2004)

Interações com medicamentos e reações adversas

Alguns antidepressivos modernos classificados como IMAO (Inibidor da Monoaminoxidase) e ISRS (Inibidor Seletivo de Recaptação da Serotonina) que possuem a propriedade de inibir a recaptação de serotonina e catecolaminas. Estes mecanismos de ação são semelhantes ao das beta-carbolinas e quando utilizados em conjunto podem ocasionar uma “síndrome serotoninérgica” cujos sintomas típicos são: euforia inicial, tremores musculares, náusea, elevação da temperatura, arritmia cardíaca e ocasionalmente uma falha renal e coma que podem levar à morte (CALLAWAY, 1994; CALLAWAY, et al, 1998; CALLAWAY apud METZNER, 2002).

Eliseu Labigalini Jr., contra indica apenas os antidepressivos que utilizam a Fluoxetina2 . Os outros antidepressivos podem ser utilizados em conjunto com a ayahuasca, com orientação médica e uma interrupção no medicamento alguns dias antes do consumo do chá [alteração no texto original feita por nós]. Os estabilizadores de humor podem ser utilizados normalmente em conjunto com a ayahuasca com devida orientação médica. Recomenda-se que indivíduos com quadros esquizofrênicos ou psicóticos não utilizem a bebida. [alteração feita por nós novamente]

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Ritual do Fogo Sagrado: Floresta Luz

Floresta Luz consagra um movimento de união através da convivência entre os membros de cada caminho. Dentre os rituais praticados no caminho do Fogo Sagrado está ‘A Busca de Visão’, que é um desenho da tradição nativa de várias etnias do continente Americano. O buscador de visão sobe a montanha e fica lá de 3 a 13 dias em jejum, com o propósito de implorar pelo toque do espírito. Após a descida da montanha, é realizado a cerimônia da Dança da Estrela, os participantes dançam por 3 noites, honrando os ancestrais e todas as relações do Universo e da Mãe Terra,  fazendo oferendas a estrela pela manhã e colocando os rezos dos corações de cada um dos presentes.

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O fogo fornece um lugar para manter o tambor sagrado seco e quente, com uma pele firme para melhor som. O fogo é um lugar de encontro, de falar, contar histórias e de renovação.Aquele que atua como um guardião do fogo deve ter grande respeito pelos aspectos físicos e espirituais do fogo sagrado. O guardião do fogo está disposto a ir para além da zona de conforto, e recebe os desafios e as lições do fogo com alegria e apreciação.

Respeitando a diversidade das linhas espirituais, subtraindo as adversidades, somando os conhecimentos, dividindo as energias e multiplicando o amor  para todas as nossas relações. Assim iremos aprender uns com os outros, contribuindo assim para a ampliação de nossos horizontes

Desde o princípio, o Fogo sempre reuniu a humanidade ao seu redor. Com seu calor e brilho misteriosos, ele instigou homens e mulheres através das eras a conhecer seus segredos.

O Fogo era um símbolo de proteção e ao mesmo tempo de perigo. De poder, mas ao mesmo tempo frágil, precisando ser alimentado e guardado.

Ao fazer um pedido e jogá-lo na fogueira observe se ele foi aceito. Se as Salamandras (elemental do fogo) “cuspirem” o seu pedido para a fora da fogueira, significa que não foi aceito, mas se for consumido por elas, comemore! – Trecho extraído do curso “A Magia do e o poder das Salamandras”.

O Fogo Sagrado foi mencionado pela primeira vez pelo peregrino Bernardo, o Monge, em 870[6]. Uma descrição detalhada do fenômeno aparece no diário de viagem do hegúmeno russo Daniel, que esteve presente na cerimônia em 1106. Ele menciona uma incandescência azulada descendo da cúpula da edícula onde o patriarca esperava pelo Fogo Sagrado. Alguns alegam ter testemunhado essa incandescência nos tempos modernos.[7]

Por muitos séculos, o Fogo Sagrado não desceu apenas em algumas ocasiões específicas, geralmente quando sacerdotes não ortodoxos tentaram obtê-lo. De acordo com a tradição, em 1099, por exemplo, a falha dos cruzados em obtê-lo provocou revoltas pelas ruas de Jerusalém [carece de fontes]. Alega-se também que, em 1579, o patriarca armênio Hovhannes I de Constantinopla rezou dia e noite para obter o Fogo Sagrado, mas um raio atingiu milagrosamente uma coluna perto da entrada e acendeu a vela do patriarca grego ortodoxo de Jerusalém Sofrônio IV, que estava por ali[8]. Até hoje, ao entrar no templo, os cristãos ortodoxos abraçam esta coluna que contém as marcas - e uma grande rachadura - que eles atribuem ao raio.

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